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domingo, 21 de dezembro de 2014

Milagres acontecem: celebre Chanuka hoje!

Milagres acontecem. Como? Você não viu nenhum?
Abra seus olhos, seu coração e escute o dia que amanhece. Escute o vento nas folhas, o raio de sol, uma criança chorando ou rindo. Escute, principalmente, a sua própria voz e os seus sonhos: você está aqui, e se não estivesse, um buraquinho ficaria no Planeta.
Chanuka é  época de perceber os pequenos milagres de cada dia: uma chama de vida que não se acaba enquanto você estiver mobilizando sua energia para a vida. 
Venha acender essa chama hoje, junto com a AIC.
Chanuka na Leonor
Dia 21/12, domingo, 19h:00
Local: Rua Almirante Barroso, 45, Edif. Sunset Boulevard, 
Salão de Festas, Bairro João Paulo, Florianópolis, SC (48)91827040
Comida:  Traga sua especialidade culinária e bebida.
Custo:  Gratuito.
Teremos apresentação do coral e atividades para as crianças. Até lá!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Luzes, Chanuka, Celebração!

Chanuka  em dobro: dia 19 e dia 21
Venha celebrar conosco e traga sua luz!
Dia 19, 6a. feira, 19:00, no Hotel Daifa, com o Chaba e comida kasher;
Dia 21, domingo, 19:00 no salão de festas da Profa. Leonor, com sua especialidade culinária. 

SERVIÇO
Shabat com Chabad
Dia 19/12, 6a. feira, 19h:00 
Local: Hotel Daifa, Rua Professora Maria Júlia Franco, 294, Prainha, Fpolis,  (48) 3225-8300
Comida: Será servida comida kasher. 
Custo: R$ 35,00

Chanuka na Leonor
Dia 21/12, domingo, 19h:00
Local: Rua Almirante Barroso, 45, Edif. Sunset Boulevard, 
Salão de Festas, Bairro João Paulo, Florianópolis, SC (48)91827040
Comida:  Traga sua especialidade culinária e bebida.
Custo:  Gratuito.
Teremos apresentação do coral e atividades para as crianças. Até lá!


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

A piscina e a arrogância humana

A piscina e arrogância humana
(artigo publicado no Diário Catarinense, dia 06 de dezembro de 2014. O link encontra-se no final)


No verão, nada melhor que um banho de mar ou um mergulho na piscina. Há piscinas para todos os gostos: de lona, pré-fabricadas, feitas sob encomenda, grandes e pequenas. Cada um faz uma piscina como quer, certo? Ou poderemos interferir no gosto do nosso vizinho?
Viver em sociedade não é tarefa fácil: a discussão entre o que é público e privado é grande, em tempos de Internet e selfies ­– a repercussão do que você faz afeta o mundo e a liberdade tem limites: o problema é descobrir quais são eles.

O direito de ir e vir não permite ultrapassar um sinal fechado. Estar dentro de casa, espaço privado, não lhe dá o direito de espancar uma criança ou violentar um bebê.
Tem alguém o direito de colocar uma suástica no fundo de uma piscina, que pode ser vista por quem sobrevoa o espaço aéreo?
Para além da liberdade e do gosto pessoal, é interessante notar que a suástica está no fundo da piscina: nada mais apropriado. A suástica é um símbolo do nazismo – mesmo que suas origens remontem a outros períodos. É um símbolo, assim como a cruz é do cristianismo, a estrela de David é do judaísmo, a Lua crescente com estrela é do islamismo, o yin-yang do taoísmo e assim por diante. As origens não interessam: o fato é que tais imagens remetem, imediatamente, a algo e a suástica está ligada ao nazismo.

O proprietário da casa fez bem em afundar o nazismo, que também afundou a humanidade em uma guerra cruel, que dividiu o mundo e cujos efeitos sentimos até hoje. Os nazistas foram responsáveis por um programa sistemático para exterminar ciganos, negros, homossexuais, portadores de deficiências, doentes e quem pensasse diferente do partido názi. O programa defendia o total extermínio de um povo: foram assassinados mais de seis milhões de judeus no período do nazismo, além das humilhações e das torturas sofridas, com requintes de crueldade – experiências com crianças, mães grávidas, gêmeos.
O nazismo foi uma praga que se espalhou pelo mundo e representa a arrogância humana: coloca-se no direito de decidir quem deve viver e quem deve morrer, define padrões de beleza e acredita que o ariano tudo pode. Não pode.

A mesma arrogância que levou o Titanic a naufragar também pôs o nazismo no fundo de uma piscina. Ciganos, negros, homossexuais, judeus, deficientes e a pluralidade sobreviveram. Os nazistas foram derrotados. Que todos, neste período de final de ano e de luzes, se unam para um mundo mais justo e melhor e que o nazismo jamais volte a vir à tona.

Ethel Scliar Cabral é mestre e doutoranda pela UFSC, conselheira no
Compir, Conselho Municipal de Promoção  da Igualdade Racial; e na 
AIC, Associação Israelita Catarinense.

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