O que acontece na comunidade judaica de Santa Catarina passa por aqui. Ações, projetos, celebrações, cultura, espiritualidade e muito mais!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Receitas tradicionais de Chanucá!

* Comemos levivot / latkes (panquecas de batata), sufganiot (sonhos) e alimentos de queijo.

As frituras lembram o milagre do óleo; as panquecas e o queijo, lembram a atuação de Judite (ver adiante). Costumo repetir a anedota que o resumo das festas judaicas é: "Tentaram nos derrotar. Vencemos. Comamos!" Estas comidas simbólicas caracterizam a culinária judaica e influenciaram a universal. Assim como encontramos em Pessah a origem do sanduíche[3], Chanucá "institucionalizou" a batata frita, os crepes, queijos e vinhos, cheese cake e donuts!



Sonhos de Chanucá (Sufganiol)

1 kg de farinha de trigo
2 copos de leite morno
1 1/2 copo de açúcar
2 tabletes de fermento para pão
2 ovos
1 pitada de sal
125 g de manteiga derretida
goiabada ou geléia ou doce de leite para o recheio
óleo para fritar
açúcar e canela para pulverizar
Dissolva o fermento em um copo de leite, acrescente 1 colher de sopa de açúcar e 3 colheres sopa de farinha de trigo até formar um mingau e deixe crescer.Após, adicione os ovos, o açúcar, o sal, o outro copo de leite e a manteiga. Vá colocando a farinha aos poucos, amasse bem até formar bolhas e deixe a massa crescer, em lugar protegido, mais 1 hora. Abra com um rolo na espessura de 1cm, corte com um copo, coloque um pedacinho de goiabada(geléia ou doce de leite) no centro e feche as bolinhas, deixando-as crescer, mais um pouco, com o lado liso para cima. Frite os sonhos em óleo não muito quente( com a emenda para cima) pulverize-os com açúcar e canela.
Dá para se fazer sonhos bem pequenos sem recheio(nesse caso, não há necessidade de abrir a massa e sim apenas formar as bolinhas).

Chanucá- Levivot

4 matzót
2 ovos
1 pitada de sal
óleo para fritar
açúcar e canela
creme de leite azedo, mel ou geléia para o recheio
Despeje água fervendo sobre as matzót e deixe descansar 10 minutos. Esprema-as bem e amasse. Junte os ovos batidos com uma pitada de sal. Despeje às colheradas em óleo quente e doure de ambos os lados. Sirva quente polvilhado com açúcar e canela e coberto com mel, geléia ou creme.
Latkes (Bolinhos de Batata)
Ingredientes:
4 batatas médias
1 ovo inteiro
sal a gosto
salsinha
1 cebola pequena ralada
1 colher (sopa) de farinha de trigo
1/2 copo de óleo para fritar
Ralar as batatas. Acrescentar aos demais ingredientes. Fritar às colheradas em óleo quente. Retirar o excesso de gordura com papel-toalha.

Hanukando- repensando Chanucá

Repensando
Profª Drª Jane Birmacher de Glasman


Chanucá destaca a atuação de duas heroínas: Hana, que negou-se a renunciar à sua religião, não cedendo nem mesmo quando seus 7 filhos foram mortos, um após o outro, e foi também morta e Judith, que conseguiu iludir o general inimigo Holofernes servindo-lhe panquecas de queijo e embriagando-o; cortou sua cabeça e entregou-a a seus compatriotas. Seu desaparecimento desmoralizou os soldados, que fugiram da cidade, livrando-a do cerco.

Chanucá simboliza a luta de poucos contra muitos, dos fracos contra os poderosos, a luta pela liberdade de culto - a eterna luta do povo judeu por sua existência.

Os Macabeus rejeitaram idéias pagãs que ameaçavam a continuidade do Judaísmo, porém incorporaram o que era compatível com valores judaicos.

Conseguiremos desenvolver uma identidade que nos permita conviver com o mundo exterior sem nos sentirmos ameaçados e, ao mesmo tempo, apreciar e assimilar o que há de bom em volta? Dependendo de como internalizamos os valores judaicos podemos interagir com o mundo como judeus e como cidadãos universais. No dizer do Rabino Sobel, a luta dos Macabeus ensina que "particularismo e universalismo não são mutuamente exclusivos. Não podemos e não devemos optar entre o gueto e a assimilação."

Celebrando Chanuká

Celebrando
Profª Drª Jane Birmacher de Glasman

* Acendemos a chanukiá.

A festa dura oito dias. À noite, acendemos com uma vela auxiliar (shamash) um candelabro de oito braços (chanukiá ou menorat chanucá). Na primeira noite acendemos uma, adicionando outra a cada noite, até a oitava, quando acendemos todas as velas. Uma chama é suficiente para acender a fé e, sendo pura, veremos sua luz aumentar dia a dia. Chanucá é chamada também Chag haUrim, a Festa das Luzes.

A maioria das pessoas usa velas normais de parafina na chanukiá. Outros preferem acender pavios dentro de óleo, em recordação ao milagre no Templo. A azeitona e seu óleo são símbolos do Povo Judeu, porque conseguimos o azeite mais puro prensando a azeitona com força. Na vida sofremos muita pressão e, às vezes, é nas horas perto de quase ruptura, que nossas melhores características despontam e brilham. Perseverar e sobrepujar enormes pressões são desafios decisivos da vida e um tema recorrente na História Judaica.

* Cantamos e rezamos Hanerot Halalu ou Al haNissim (pelos milagres) e Maoz Tsur.

A tradução de Hanerot Halalu (Estas velas) é: "Nós acendemos estas velas pelos milagres e feitos maravilhosos que realizaste para nossos antepassados, naqueles dias, nesta época, por intermédio dos Teus sacerdotes. Durante os dias de Chanucá estas luzes são sagradas e não nos é permitido fazer outro uso delas, apenas olhá-las para podermos agradecer e louvar Teu grande Nome, por Teus milagres, teus feitos maravilhosos e Tuas salvações".

Maoz Tsur (Rocha Poderosa) é um louvor a D'us por ter nos libertado sucessivamente da opressão egípcia, babilônica, persa e helenista. Como as letras iniciais das estrofes formam a palavra Mordechai, supõe-se que seja o nome do autor. A poesia foi escrita por volta do século XIII; a melodia é uma adaptação de uma canção folclórica alemã do século XV.

* As crianças brincam com sevivon (hebraico savov = girar) ou dreidel (ídishe dreyen = girar).


Embora jogos de azar sejam proibidos pelo judaísmo, em Chanucá jogamos um pião de 4 faces, com uma letra hebraica inscrita em cada, iniciais das palavras que formam a frase Nes Gadol Haia Sham = um grande milagre aconteceu lá. Em Israel troca-se a última letra por pê (de pó = aqui). Cada face tem um valor numérico, que determina o vencedor do jogo. Na época do domínio sírio, o estudo da Torá era proibido sob pena de morte, e o Talmud era estudado oralmente, em grupo. Para contornar a proibição e camuflar as reuniões de estudo, levavam consigo piões. Quando uma autoridade síria chegava, começavam a girar o pião, fingindo estarem se divertindo, sendo um jogo comum na época.

* Costumamos dar dmei Chanucá ou Chanucá guelt (dinheiro) para as crianças.

Assim lembramos as moedas cunhadas pelo Macabeus após a vitória. Pedagogicamente, visa a participação ativa das crianças em homenagem ao menino que encontrou o frasco de azeite, com uma quantia para fazerem o que quiserem, como comprar doces para alegrar a festa: educando com identificação e motivação!

As luzes

A fim de distinguir as luzes de Chanucá, elas são acesas em lugar diferente de onde são acesas o ano inteiro, imediatamente após o surgimento das estrelas. As velas ou o azeite deverão iluminar pelo menos por meia hora. Até algum tempo atrás, colocava-se a chanukiá do lado de fora da casa, na entrada. Devemos acender perto de uma janela ou porta para pirsumei nissá, divulgar publicamente o milagre (Shabat 21b 23b). As luzes de Chanucá devem ser uma fonte de fé e inspiração para todos os homens, de todos os credos e povos.

Antes de acender a chanukiá na primeira noite, dizemos três bênçãos; nas seguintes somente as duas primeiras. A segunda é: Baruch atá Ado-nai Elokenu melech haolam sheassá nissim laavotenu baiamim hahem bazman hazé (Bendito és Tu Senhor nosso D'us Rei do Universo, que fez milagres para os nossos antepassados naqueles dias, neste tempo).

Quando dizemos "naqueles dias, neste tempo" (como em HaNerot Halalu), reafirmamos a crença no judaísmo atemporal, vinculando nosso presente ao nosso passado e ao futuro.

Milagres continuam acontecendo, todos os dias. Todos nós conhecemos ou vivemos uma estória real com o miraculoso toque divino. Talvez sem os "efeitos especiais" de milagres do passado; talvez sem uma visão especial nossa, sem que os percebamos como tais...
http://www.webjudaica.com.br/chaguim/textosFestaDetalhe.jsp?textoID=41&festaID=18

Chanucá -



Profª Drª Jane Birmacher de Glasman

Doutora em Língua Hebraica, Literaturas e Cultura Judaica - USP, Professora e Coordenadora do Setor de Estudos Hebraicos da UERJ, Professora do ISTARJ, Fundadora e ex-Diretora do Programa de Estudos Judaicos - UERJ, Professora e Coordenadora do Setor de Hebraico - UFRJ (aposentada), Coordenadora do Grupo de Estudos Beer Miriam-ARI, membro do Diálogo Judaico-Cristão, escritora

Introdução
Toda festa judaica tem bases histórica, literária, ecológica e/ou ligada à natureza... além de rituais e comidas típicos e simbólicos!
Chanucá congrega estes elementos - fatos históricos (período helenista, revolta judaica), livros pós-bíblicos (Judite, Macabeus, Talmud), natureza (solstício de inverno) - convergindo ao reforço do monoteísmo ético judaico.
Seu simbolismo é fascinante - bem como os questionamentos que suscita. Escrever um pouco sobre eles é minha forma de desejar Chag haUrim Sameach, Feliz Festa das Luzes!

Fatos e lendas
Desde a morte de Alexandre da Macedônia, no ano 323 a.e.c., os governantes gregos da Palestina fizeram contínuos esforços para forçar o povo judeu a abandonar sua fé e adotar as idéias e costumes helenísticos. A maioria do povo resistiu. O Rei Antíoco da Síria, em 175 a.e.c. empregou força, culminando com a profanação do Templo de Jerusalém, obrigando os judeus a ajoelharem-se ante os ídolos que ali instalou.
Na aldeia de Modiin, o sacerdote Matitiahu, da família dos Hasmoneus, colocou-se à frente da revolta, com seus cinco filhos, seguidos de um audaz grupo de judeus. Chegaram a bater seus inimigos, a princípio nos montes da Judéia e, mais tarde em toda a região, até Jerusalém. Foi a luta de um punhado de homens contra uma multidão, de fracos contra fortes. Venceram grandes exércitos sírios, possuidores de elefantes e máquinas de guerra. Como divisa, os judeus inscreveram em sua bandeira as palavras da Torá: "Quem é como Tu entre os deuses, Senhor?", de cujas iniciais hebraicas formou-se o nome Macabeu (Macabi), sob o qual ficaram conhecidos os guerreiros. Makevet, do mesmo radical em hebraico, significa martelo, aludindo aos golpes assentados ao adversário. De acordo com outra teoria, Macabeu era o grito de guerra dos judeus contra os sírios.
Em 25 de Kislev de 165 a.e.c. (3 anos após a profanação), os macabeus entraram no Templo e voltaram a dedicá-lo ao serviço de D'us.
O Talmud acrescenta: "Quando os Hasmoneus venceram os gregos, fizeram uma busca no Templo e encontraram somente um frasco de azeite intacto e inviolado com o selo do Cohen HaGadol (Sumo Sacerdote). Este continha azeite suficiente para iluminar um dia, mas ocorreu um milagre e a menorá permaneceu acesa durante oito dias. Um ano depois, a data foi designada festividade em que se recita o Halel e oração de graças." (Shabat 21b).
Para recordar a vitória dos Hasmoneus e o milagre do óleo, celebramos a festa de Chanucá (inauguração), cujo nome refere-se à reinauguração do Templo, após a vitória.
A luta continuou. Iehuda e seus irmãos Ionatan e Shimon, continuaram fortalecendo o país e revogaram os éditos de Antíoco, proclamado a Judéia um estado independente. Shimon tornou-se Príncipe da Judéia, instituindo a dinastia de Hasmoneus, que ampliou as fronteiras do reino; no tempo do Rei Alexandre Ianai estendia-se do deserto além do Jordão até o Mediterrâneo e do Líbano até Rafia. A dinastia continuou reinando depois da conquista romana em 67 a .e.c até a morte do último rei Hasmoneu, em 37 a.e.c.[2]
Uma explicação menos conhecida para a festa remonta a tempos bíblicos: um ano após o Êxodo do Egito, em 25 de Kislev, foram concluídas as obras do Mishcan, o Tabernáculo.
Não posso deixar de mencionar entre possíveis origens arquetípicas (como outras festas, regulamentadas pelos rabinos sob a égide judaica monoteísta) festividades pagãs para deuses representando o sol, já que nesta época, no hemisfério norte, ocorre o solstício de inverno: os dias tornam-se cada vez menores e, celebrações com luzes e comidas eram realizadas, na esperança do reaparecimento do sol e de um inverno não rigoroso demais.
http://www.webjudaica.com.br/chaguim/textosFestaDetalhe.jsp?textoID=41&festaID=18

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Newsletter Conib - 29-11-10

Conib destaca
Segunda-feira, 29 de Novembro de 2010
Por Celia Bensadon
Textos e manchetes da mídia nacional e estrangeira
Para informar nossos ativistas comunitários

1. Dilma deve rever a política para o Irã


A presidente eleita Dilma Rousseff deve rever a estratégia de aproximação do Brasil com o Irã, grande alvo de críticas da política externa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo interlocutores da petista, ela avalia que a atitude em relação a violações aos direitos humanos no Irã foi "equivocada" e "causou desgaste desnecessário". Para Dilma, associar-se a um regime que apedreja mulheres e aprisiona opositores foi um "enorme erro", dizem esses interlocutores. O governo brasileiro reluta em condenar a sentença de apedrejamento da viúva Sakineh Ashtiani, acusada de adultério, e se abstém nas votações de resoluções da ONU contra essas práticas, e não condena a opressão a opositores. Um dos motivos para a não manutenção do chanceler Celso Amorim no cargo seria sua atuação no caso do Irã (Por Patrícia Campos Mello, O Estado de S.Paulo). Leia mais em:
Relação com EUA não muda muito

2. Na posse, emissário trará carta de Ahmadinejad à eleita


O governo iraniano pretende enviar carta do próprio presidente Mahmoud Ahmadinejad à sua nova colega brasileira, Dilma Rousseff. A mensagem será entregue por meio de um "emissário especial" de Teerã, que virá para a cerimônia de posse de Dilma, no dia 1.º de janeiro. Formalmente, o texto deve se ater ao protocolo diplomático, parabenizando a presidente pela vitória nas urnas. Nas entrelinhas, porém, a mensagem é inequívoca: o Irã teme que Dilma seja menos indulgente com violações dos direitos humanos no país persa e está ansioso para que a inédita aproximação dos últimos oito anos seja mantida (Por Roberto Simon, O Estado de S.Paulo).

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Newsletter Conib - 25-11-10

Conib destaca
Quinta-feira, 25 de Novembro de 2010
Por Celia Bensadon
Textos e manchetes da mídia nacional e estrangeira
Para informar nossos ativistas comunitários

1. Lula defende acordo nuclear com Irã e diz que ninguém conversou com Ahmadinejad


Num balanço dos oito anos de seu governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender o acordo que Brasil e Turquia mediaram com o Irã sobre o programa nuclear desse país. Lula também defendeu a relação com o presidente Mahmoud Ahmadinejad e tentou explicar a posição do iraniano sobre o Holocausto. "Ele explicou que o que quis dizer, na verdade, era que morreram 70 milhões de pessoas na Segunda Guerra, e parece que só morreram judeus", disse. Em entrevista a blogueiros, Lula disse que o acerto teve como base os parâmetros estabelecidos numa carta que recebeu do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, antes de partir para o encontro com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad. Ele afirma que o Conselho de Segurança da ONU só não referendou o acordo porque o acerto foi intermediado por ele, um brasileiro nascido em Garanhuns, interior de Pernambuco, e não pelos dirigentes das Nações Unidas. (Por Jailton de Carvalho, O Globo). Leia mais em:
Lula: nenhum país queria conversar com Ahmadinejad

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Entrevista ao cientista político Jorge Zaverucha- autor do livro A armadilha de Gaza

O cientista político Jorge Zaverucha, da Universidade Federal de Pernambuco,lançou na segunda-feira dia 22, em São Paulo, seu livro “Armadilha em Gaza – Fundamentalismo Islâmico e Guerra de Propaganda contra Israel”. O trabalho visa a mostrar que a controversa Flotilha da Liberdade não queria levar ajuda humanitária a Gaza e que seu único objetivo era ser uma operação midiática contra Israel. Zaverucha usa o episódio para revelar que as questões do Oriente Médio são, em grande medida, julgadas mais pelo impacto de imagens e discursos do que propriamente pela realidade.
Zaverucha falou ao blog:
Pergunta – O senhor certamente tem noção de que a tese de seu livro, a de que Israel foi vítima de uma armadilha do Hamas no caso da Flotilha da Liberdade, não é de fácil digestão. Como o senhor chegou a essa conclusão e de que maneira o senhor encara a atuação de Israel no episódio?
Jorge Zaverucha – Não escrevo algo pensando sobre a facilidade ou dificuldade de sua digestão. Escrevo sobre o que acredito. O Mavi Marmara era um dos seis navios que compunham a Flotilha da Liberdade. Estava repleto de militantes pró-Hamas, com apoio da Turquia, e foi o único navio que optou por atacar os militares israelenses em vez de cooperar com eles. Israel ofereceu a possibilidade de descarregar a ajuda humanitária no porto israelense de Ashdod e depois enviá-la à Faixa de Gaza por via terrestre. Os militantes descartaram tal proposta. Queriam que Israel caísse na armadilha e conseguiram. Houve uma grande falha da inteligência naval israelense que não identificou corretamente quem estava a bordo do principal navio da flotilha. Por ter usado força de menos, a princípio, Israel teve de usar força de mais, a posteriori. Não acredito que devemos julgar um acontecimento apenas pelos seus resultados.
Pergunta – Sua tese central no livro é que o conflito israelo-palestino não é mais por território, mas por razões ideológicas. Isso significa que todo o esforço de negociação das últimas décadas, cujo foco era territorial, foi inútil?
Zaverucha – Afirmo que, de acordo com a visão islâmica, qualquer parte do território de Israel é considerada como sendo sagrada. Portanto, a questão sobre os assentamentos na Cisjordânia é algo perfunctório. O que os fundamentalistas islâmicos querem é a destruição de Israel. Ponto. É só ler a Carta do Hamas que está no anexo do livro. Por isso, as atuais negociações de paz fracassarão como outras já fracassaram. E para piorar houve uma guerra civil em Gaza entre o Hamas e o Fatah. Ontem (quarta-feira), salvo engano, a Autoridade Palestina prendeu uma célula do Hamas que almejava assassinar o prefeito de Nablus, ligado ao Fatah. Temos jogos em teia, jogos dentro de jogos.
Pergunta – Sua área de especialização é a influência dos militares no Brasil e a democracia. Por que o senhor decidiu escrever sobre o conflito no Oriente Médio?
Zaverucha – Eu estudo forças armadas e comportamento estratégico de atores em situação de conflito. Quer melhor situação para análise do que está ocorrendo em Gaza? Prato cheio.

http://blogs.estadao.com.br/marcos-guterman/a-imagem-e-o-real-no-oriente-medio/

Relatório da Conib sobre a Convenção em Manaus

No ano em que se celebram os 200 anos da presença judaica na Amazônia, marcado também pela eleição da nova presidente da República, a 41ª convenção anual da CONIB debateu nos dias 19 e 20 de novembro em Manaus o cenário político e econômico nacional. No evento, marcado pelo caráter apartidário da entidade, representantes de diferentes visões políticas puderam expor e discutir suas posições, em um espaço democrático.
Na convenção, foram apresentadas as principais realizações da Conib em 2010, nas áreas de comunicação, política e diálogo inter-religioso. Foi lançada no evento a primeira edição dos Cadernos Conib, publicação trimestral cujo objetivo é mostrar a contribuição judaica ao debate de temas da atualidade brasileira. Também foram divulgadas as principais ações das entidades federadas.
Um painel especial tratou da juventude e da formação de novas lideranças comunitárias, com a participação do jovem Rafael Stern, coordenador de juventude do Comitê Israelita do Amazonas (CIAM); Boris Ber, presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp) e Ricardo Berkiensztat, vice-presidente executivo da Fisesp.
Os participantes receberam um exemplar do livro “Armadilha em Gaza”, do cientista político Jorge Zaverucha e recém-lançado pela Geração Editorial. Também presenciaram uma palestra do jornalista Renato Aizenman, coordenador do projeto “Israel na Web”, que busca combater o antissemitismo e o antissionismo.
Estiveram presentes o embaixador de Israel no Brasil, Giora Becher; Clara Ant, membro do grupo de transição do governo Luiz Inácio Lula da Silva para a administração Dilma Rousseff; o presidente da Conib, Claudio Lottenberg; a diretoria da entidade; os jornalistas Caio Blinder e Carlos Brickmann; o economista Ivo Bucaresky, chefe de gabinete do Ministério do Meio Ambiente, além de líderes comunitários de 12 Estados brasileiros e representantes de entidades judaicas com presença nacional: Câmara de Comércio Brasil-Israel e as organizações femininas Na’amat Pioneiras e Wizo.
Os participantes da convenção assistiram à entrega do Prêmio Samuel Benchimol, que na categoria “Presença Judaica na Amazônia”, agraciou a pesquisadora Lúcia Oliveira, autora do trabalho “À luz do livre arbítrio”, que retrata a história dos judeus na Amazônia. Samuel Benchimol, falecido em 2002, foi um importante professor, pesquisador e líder comunitário, grande conhecedor da Amazônia.
Na abertura da convenção, Davis Benzecry, presidente do Comitê Israelita do Amazonas, agradeceu à Conib pela escolha de Manaus como sede da convenção e afirmou que as pequenas comunidades têm grande importância para a preservação do judaísmo. Jaime Benchimol, ex-presidente da entidade e filho de Samuel Benchimol, falou em seguida e comprovou, na prática, essa importância, ao mostrar como uma gestão baseada “apenas” na transparência e na ética, valores judaicos por excelência, conseguiu ampliar de forma exemplar a participação dos membros de sua comunidade.
Todos os participantes se juntaram à comunidade de Manaus para a celebração do Shabat, na sinagoga Beit Yaacov-Rebi Meyr. Na noite de sábado, o encontro anual foi encerrado com um jantar descontraído na Hebraica de Manaus.
A convenção e o Prêmio Samuel Benchimol receberam grande cobertura da mídia manauara: Rádio CBN, Manaus Online, Amazonas Notícias, d24am, FAPEAM, além dos jornais A Crítica (vide abaixo na seção de textos), Manaus Hoje e Amazonas em Tempo.
 
A partir da esquerda: Davis Benzecry, Claudio Lottenberg, Clara Ant e Giora Becher. Foto: JJSoares.


Participantes da convenção da Conib, em Manaus. Foto: JJSoares.


 

Jornal manauara "A Crítica" destaca a convenção da Conib, em sua edição de 19 de novembro. Reprodução.

Convenção anual da Conib - 19-20 de novembro 2010

A AIC esteve presente, representada pela sua presidente, Julia Guivant, na Convenção Anual da Conib, realizada em Manaus. Essa cidade foi escolhida por causa da comemoração  dos 200 anos de imigração judaica à Amazônia. O encontrou contou com a participação de Giora Becher, embaixador de Israel no Brasil; Claudio Lottenberg, presidente da Conib, líderes comunitários de 14 Estados brasileiros, além de palestrantes como os jornalistas Caio Blinder e Carlos Brickmann e o economista Ivo Bucaresky.
Entre os temas em debate estão a política brasileira pós-eleições, as ameaças no Oriente Médio em 2011, a história dos judeus na Amazônia. Aspectos da gestão comunitária, formação de novas lideranças, a interação da embaixada de Israel com a comunidade judaica e as novas ferramentas de comunicação da Conib também serão abordados.

Newsletter Conib - 23-11-10

Conib destaca
Terça-feira, 23 de Novembro de 2010
Por Celia Bensadon
Textos e manchetes da mídia nacional e estrangeira
Para informar nossos ativistas comunitários

1. Amorim diz que país que se opõe ao Irã quer aplauso


O chanceler Celso Amorim defendeu a abstenção do Brasil em votação na ONU que condenou violações no Irã e criticou os países que aprovaram a medida, afirmando que essas nações queriam apenas receber aplausos de ONGs que cobram do regime iraniano respeito aos direitos humanos. Amorim não citou o nome de Sakineh Ashtiani, iraniana condenada à morte por apedrejamento. “Obviamente, o Brasil condena o apedrejamento. Temos condições de fazer isso [discutir o assunto] de maneira mais efetiva que outros países porque temos diálogo com o governo do Irã”, disse. Segundo o chanceler, o governo iraniano prometeu ao Brasil que o método não será mais usado como pena de morte (Folha de S.Paulo). Leia mais em:
Amorim defende abstenção em moção contra Irã
Em Genebra, Amorim confessa que já está desfazendo o gabinete

2. “Abstenção pró-Irã”

Ao abster-se na votação de uma resolução das Nações Unidas contra violações dos direitos humanos no Irã, aprovada na última sexta-feira, a diplomacia do governo Lula manteve-se coerente com sua política de confrontação com os Estados Unidos. O Brasil deve assumir atitude altiva em suas relações com os EUA, mas já são suficientes os contenciosos com aquela nação para que se ampliem desnecessariamente as frentes de conflito. No caso do Irã, não havia laços comerciais relevantes a atenuar a abstenção – que, dado o histórico recente, ganhou sabor de um renovado apoio ao governo de Mahmoud Ahmadinejad (Folha de s.Paulo – A2).

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Acantonamento do Shomer -20 e 21 de novembro





Os madrichim do Hashomer Hatzair convidaram os chanichim para participar do acantonamento. Veja as fotos da divertida turma!! 







"Semana da Consciência Negra de Florianópolis - Diálogos com as comunidades" COPPIR

Segue programação da "Semana da Consciência Negra de Florianópolis - Diálogos com as comunidades".

Dia 22/11 (hoje)
Ato Comemorativo do Centenário da Revolta da Chibata, relato histórico seguido de debate, com Prof. Fábio Garcia (historiador) e Manoel Pereira (Coordenador do Núcleo de Inclusão Social - Itajaí)
Local: Plenarinho da Camara Municipal de Florianópolis

Dia 24/11 (quarta-feira)
11h - Colocação da coroa de flores;
23h59 - Serenata
Local: Em frente ao Busto do Poeta Cruz e Sousa, na Praça XV de Novembro

Coordenadoria Municipal de Políticas Públicas para a Promoção da Igualdade Racial de Florianópolis - COPPIR

(48) 3251-6221 / 3251 6268
"Contra a intolerância racial e combate ao racismo institucional - Lei 7.716/89"

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Boletim Informativo da CONIB -17/11/2010

Livro “Armadilha em Gaza” mostra os reais objetivos da “Flotilha da Paz”

No livro “Armadilha em Gaza – Fundamentalismo Islâmico e Guerra de Propaganda contra Israel”, que será lançado a partir da próxima segunda-feira, 22 de novembro, em quatro capitais brasileiras, o cientista político Jorge Zaverucha (UFPE) prova que, longe de levar ajuda humanitária a Gaza, como seus organizadores alegaram, a chamada “Flotilha da Paz” nada mais foi que uma inteligente operação midiática com o objetivo de isolar Israel da comunidade internacional e fragilizá-lo politicamente. Ou seja, uma verdadeira armadilha.
Desafiando análises superficiais sobre o conflito do Oriente Médio, Zaverucha traça um resumo dos enfrentamentos entre árabes e israelenses, explica o surgimento do Hamas e analisa o uso político da flotilha, oferecendo uma visão do tema que foge de clichês e lugares-comuns. O livro, publicado pela Geração Editorial, tem prefácio de João Pereira Coutinho, colunista da Folha de S. Paulo, e traz uma tradução da Carta do Hamas, feita diretamente do árabe.
No dia 22 de novembro, às 19 horas, a obra será lançada em São Paulo, na Saraiva Megastore do Shopping Pátio Higienópolis, localizado à Av. Higienópolis, 618.
Em Brasília, o lançamento será em 30 de novembro, às 19 horas, na Saraiva Megastore do Shopping Pátio Brasil, SCS/B – lote A – Nível I. No Recife, em 7 de dezembro, às 19 horas, na Livraria Cultura no Paço Alfândega, Rua Madre de Deus, s/n. No Rio de Janeiro, em 15 de dezembro, às 20 horas, na sede da instituição cultural judaica Hillel.
Jorge Zaverucha é Mestre em Ciência Política pela Universidade Hebraica de Jerusalém e Doutor em Ciência Política pela Universidade de Chicago. Atualmente, dirige o Núcleo de Estudos de Instituições Coercitivas e de Criminalidade da Universidade Federal de Pernambuco.

Projeto Israel na Web reverte classificação errada na Wikipédia
Um dos principais objetivos do projeto Israel na Web é monitorar inverdades publicadas sobre Israel e os judeus nos principais sites da internet e solicitar sua correção. Neste mês, alertada por um de seus diversos colaboradores voluntários espalhados pelo país, a equipe do Israel na Web deparou-se com a inclusão, na categoria "Terrorismo Sionista" da Wikipédia, dos verbetes "Palmach" e "Haganá", organizações militares responsáveis pela defesa da comunidade judaica na então Palestina até a fundação do Estado de Israel.
Como o projeto tem em sua equipe um editor da Wikipédia, este conseguiu retirar prontamente os verbetes desta categoria. E fará um monitoramento regular para evitar que sejam recolocados.
O projeto Israel na Web dedica-se a combater o antissemitismo e o antissionismo na internet e conta com o apoio da Conib.

Newsletter Conib - 17-11-10

Conib destaca
Quarta-feira, 17 de Novembro de 2010
Por Celia Bensadon
Textos e manchetes da mídia nacional e estrangeira
Para informar nossos ativistas comunitários

Hashomer Hatzair organizou passeio na trilha de Ratones à Costa da Lagoa no 7 de novembro

O Hashomer Hatzair organizou passeio maravilhoso no dia 7 de novembro. O grupo organizou uma aventura bem criativa, saindo de Ratones e com chegada na Costa da Lagoa, de onde voltaram de barco até o centrinho da Lagoa.
A trilha percorrida se inicia logo após as últimas casas da região conhecida como Canto do Moreira. Dali, segue-se em frente por um caminho bem marcado, que, depois de subir e descer a montanha liga-se ao Caminho da Costa.

Ai está uma boa dica para todos!!

Vejam as deslumbrantes fotos da paisagem e da alegre turma.









sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Viagem dos mineiros chilenos a Israel a convite do Governo israelense

SANTIAGO DO CHILE (CJL) - "Viajo para conhecer a Terra Santa e agradecer a Deus, e o que é melhor que em sua terra", disse o mineiro Mario Gómez grato pelo convite do Governo israelense para que os 33 mineiros e suas esposas conheçam Israel estas Festas.
A viagem promovida pelo Ministério do Turismo será de uma semana e incluirá visitas aos lugares santos do cristianismo.
O embaixador de Israel no Chile, David Dadonn, entregou os convites do governo de seu país para que os 33 mineiros resgatados da mina San José comecem a organizar sua viagem.
"Os israelenses vêem nos mineiros a personificação da solidariedade que houve entre todo o povo chileno", disse o embaixador durante o ato de entrega, realizado na Prefeitura de Atacama, e ao qual compareceram 22 dos mineiros resgatados.

Fonte: EFE

Newsletter Conib - 12-11-10

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Sexta-feira, 12 de Novembro de 2010
Por Celia Bensadon
Textos e manchetes da mídia nacional e estrangeira
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"ObservatorioWeb" por uma Internet sem discriminação

A seis meses de seu lançamento o Observatório já conta com o apoio de instituições e empresas privadas.

 
BUENOS AIRES (CJL) - "Desde que lançamos o projeto, tivemos importantes conquistas: conseguimos que blogs incorporem de maneira acessível a posibilidade de denunciar um blog por discriminação; que se baixem posts e eliminem usuários de importantes páginas argentinas que manifestavam distintos tipos de discriminação e se estabeleceram vínculos com importantes buscadores e webs tanto argentinas como internacionais", explicou Ariel Seidler coordenador do projeto Observatorio Web (OW).
OW é o primeiro Observatório de Internet que trabalha por ter uma Web livre de discriminação. Com o objetivo de abrir um canal fácil e sensível de reporte de sites com conteúdos discriminadores e conseguir que a rede seja um espaço de livre expressão, livre de prejuízos, em início deste 2010 se criou OW, a partir da preocupação do Congresso Judaico Latino-Americano (CJL), a Delegação de Associações Israelitas Argentina (DAIA)  e a Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA).
A partir de seu lançamento, uma equipe de voluntários e profissionais começou um intenso trabalho de reunir conteúdos discriminatórios em plataformas 2.0 e, sem recair somente na análise, iniciou uma série de encontros com instituições e empresas privadas para estabelecer acordos que impliquem na paulatina remoção de material racista de suas plataformas.
Atualmente, o projeto se converteu em um espaço concreto http://www.observatorioweb.org/, onde podem ser realizadas denúncias sobre material que viu, conhecer a legislação vigente em todo o mundo de acordo com a religião que professa e aprender acerca do conceito de "delitos informáticos", para estabelecer um marco no qual há um vazio legal, fruto das novas formas de comunicação interpessoal do século 21.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Peres: 'Brasil deve decidir se é pró-Irã ou pró-EUA' -Estadão- 10/11/2010

AE - Agência Estado
Incomodado com a aproximação entre o governo Luiz Inácio Lula da Silva e o Irã de Mahmoud Ahmadinejad, o presidente de Israel, Shimon Peres, afirmou que a diplomacia brasileira não pode se valer apenas de "puro poder" e deve se pautar também por "valores". "É preciso fazer uma escolha. Não se pode ser pró-EUA e pró-Irã ao mesmo tempo", resumiu Peres em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, às Organizações Globo e ao jornal Valor Econômico.
O ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 1994 exortou o Brasil a levar a sério as ameaças de Ahmadinejad a Israel, assim como sua pregação contra o Holocausto. Peres, porém, não perdeu o tom conciliatório durante a entrevista, elogiando várias vezes "os grandiosos feitos do Brasil nos últimos anos". "Nossa relação com o Brasil é muito intensa, muito boa. Desejamos continuar nesse caminho."
Para ele, o mundo deve reconhecer a emergência de novas potências como Brasil, China e Índia. Do outro lado, os países em ascensão devem assumir suas responsabilidades diante das principais questões globais. "A voz do Brasil deve ser ouvida", defendeu Peres, mesmo quando o assunto é proliferação nuclear ou terrorismo global. "Mas cada um de nós deve fazer sua escolha. As ambições iranianas não são um problema apenas para Israel, são um problema para o mundo", completou.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Quarta-feira, 10 de Novembro de 2010
Por Celia Bensadon
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domingo, 7 de novembro de 2010

Tecnologia Limpa: A experiência inovadora israelense- Evento em SP entre os dias 9-11/11/2010

A Embaixada de Israel, por meio da Missão Econômica no Brasil, realiza o “Fórum Israel NewTech: Água e Energias Renováveis”. O evento ocorrerá no dia 10 de novembro de 2010, no Expo Center Norte, em São Paulo, e contará com a participação especial do Vice-Diretor do Programa Nacional de Energia e Água de Israel, Tal Harmelin. Na ocasião, as empresas israelenses com tecnologias e soluções inovadoras deste setor irão apresentar suas áreas de expertise com o objetivo de encontrarem potenciais parceiros brasileiros.
O Fórum ocorre paralelamente à “XII FIMAI (Feira Internacional de Meio Ambiente Industrial e Sustentabilidade)”, que ocorre de 9 a 11 de novembro de 2010.

Museu Judaico de SP terá diário escrito por menina durante a 2ª Guerra

Porão da sinagoga Beth-El, que fica na esquina das ruas Martinho Prado com Avanhandava, no centro de São Paulo
A peça mais significativa é um diário com relatos do período de perseguição aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), escrito por Lori Dublon, menina judia que na época, com 14 anos, viveu na Bélgica. "Parecido com o diário de Anne Frank ", diz a diretora do museu, Roberta Sundfeld.
Também impressiona a história do relógio de ouro, doado ao acervo, que, segundo Roberta, ficou escondido em uma sola de sapato por dois anos, enquanto seu dono esteve preso em um campo de concentração nazista.
No mês passado, o museu foi autorizado a captar R$ 927 mil pela Lei Mendonça, de incentivo à cultura da cidade de São Paulo, para restaurar a sinagoga de 1929, que está processo de tombamento pelo município.
Para ajudar a criar com suas peças uma visão do Holocausto sob o ponto de vista do Brasil, o Museu Judaico receberá neste mês Tito Milgran, do Yad Vashem, o Museu do Holocausto de Israel.
Está programada ainda, para quarta-feira (10), às 19h, uma palestra com o especialista. Será no próprio museu, na rua Martinho Prado, 128.
VANESSA CORREA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA 6/11/2010

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Primeira mulher rabino desde o Holocausto é ordenada na Alemanha


Alina Treiger, 31 anos, originária da Ucrânia, tornou-se sacerdote do culto judaico durante cerimônia emocionante em uma sinagoga do oeste de Berlim, que contou com a presença do presidente, Christian Wulff.
Ela é a segunda mulher ordenada na Alemanha. A primeira, também do mundo, a conseguir o título foi Regina Jonas, em 1935 - assassinada em Auschwitz em 1944, aos 42 anos.


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Sexta-feira, 5 de Novembro de 2010
Por Celia Bensadon
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terça-feira, 2 de novembro de 2010

Nos envie sugestões por email dos seus filmes sobre judaismo, história e Israel!

Aqui vai uma sugestão para a lista:
Ajami Poster
Veja o trailer aqui:
http://www.imdb.com/video/imdb/vi3525903385/

Leia uma resenha

Nos envie sugestões de seus livros sobre judaismo, história e Israel por email!

Aqui Julia Guivant coloca três recomendações.

Modernidade e Holocausto
Zygmunt Bauman
Editora: Jorge Zahar

Nos Passos de Hannah Arendt
Laure Adler
Editora:Record

Veja os comentários e leia trechos no link embaixo!!


Judaismo Para Todos SORJ, BERNARDO
Editora: CIVILIZAÇAO BRASILEIRA, 2009.


 

"Biografia definitiva" de Hitler chega ao Brasil: FSP 27/10/10 e Resenha do New York Times 10/12/2000

Considerada pela imprensa internacional a biografia definitiva do ditador alemão, Hitler, do inglês Ian Kershaw, alia fluência narrativa e rigor histórico para contar a vida da personalidade mais sinistra do século 20.
A "biografia definitiva do Führer", como é chamada internacionalmente, finalmente será lançada no Brasil. "Hitler", publicada originalmente em duas partes (1998-2000), terá edição em volume único. A obra foi escrita pelo historiador Ian Kershaw, uma das maiores autoridades sobre o assunto e consultor de história da rede BBC.
A trajetória, as atitudes e as hesitações do ditador são investigadas pelo autor, uma busca por explicações para a ascensão do ditador.
O texto é fundamentado em vasta documentação acadêmica e no diário --descoberto apenas na década 1990-- de Joseph Goebbels (1897-1945), ministro da propaganda nazista. Kershaw, mesmo autor de "Dez Decisões que Mudaram o Mundo (1940-1941)" (Companhia das Letras, 2008), nasceu numa Inglaterra devastada pelos bombardeios alemães, em 1943.
Traduzido por Pedro Maia Soares e publicado pela Companhia das Letras, o livro, com lançamento previsto para o dia 23 de novembro deste ano, já está em pré-venda na Livraria da Folha.

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Segunda-feira, 1º de Novembro de 2010
Por Celia Bensadon
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